15.10.08

Barco ou navio?

Andamos quase sempre à deriva
Num barco que parece não ter remos.
Num mar cheio de revolta,
Nas ondas da loucura onde o barco fraqueja.
A bússola nem sempre aponta para o norte...
Por vezes torna-se no sul distante.
A brisa mais suave rapidamente torna-se vento.
Não tarda num tempo próximo,a tempestade.
A tempestade que põe à prova a firmeza do frágil barco.
Será que esse barco será um navio?
Aguentará a turbulência do alto mar?
Por mais que navegue é sempre pouco...
Haverá sempre uma vez diferente das anteriores.

Um ser estranho

Deambula pela cidade debaixo do seu véu.
Espalha a saudade por entre as ruas negras,
Debaixo do iluminado,estrelado céu.
Os seu passos acompanham a solidão
Daqueles que não a têm a seu lado.
A brisa percorre a moite calma.
A lua pensativa pensa na razão,
Do porque é que ela rasga e queima!
Do porquê de abalar tanto,
Só com a sua presença,
Aquela palerma pessoa...