15.10.08

Barco ou navio?

Andamos quase sempre à deriva
Num barco que parece não ter remos.
Num mar cheio de revolta,
Nas ondas da loucura onde o barco fraqueja.
A bússola nem sempre aponta para o norte...
Por vezes torna-se no sul distante.
A brisa mais suave rapidamente torna-se vento.
Não tarda num tempo próximo,a tempestade.
A tempestade que põe à prova a firmeza do frágil barco.
Será que esse barco será um navio?
Aguentará a turbulência do alto mar?
Por mais que navegue é sempre pouco...
Haverá sempre uma vez diferente das anteriores.

Um ser estranho

Deambula pela cidade debaixo do seu véu.
Espalha a saudade por entre as ruas negras,
Debaixo do iluminado,estrelado céu.
Os seu passos acompanham a solidão
Daqueles que não a têm a seu lado.
A brisa percorre a moite calma.
A lua pensativa pensa na razão,
Do porque é que ela rasga e queima!
Do porquê de abalar tanto,
Só com a sua presença,
Aquela palerma pessoa...

17.8.08

Menina dos olhos verdes

Menina dos olhos verdes abranda o teu sorriso!

Quero sentir-me perdido nesse momento

Como se o tempo não fosse preciso

E num instante o passado virasse presente

E que o presente fosse futuro para sempre!

Menina dos olhos verdes lembro a simpatia!

Lembro um anjo que não tinha horas

Para ser a luz que iluminava o dia.

Não fazias distinção entre os mortais,

Teu nome era sinonimo de amizade

Para ti eram todos pessoas normais.

Menina dos olhos verdes,

Usavas a simplicidade como uma aliada

E nada nem ninguém calava a tua presença,

Aconchegante como brisa suave de verão.

Menina dos olhos verdes,cabelos a esvoaçar

Até a sombra do teu alegre andar

Ecoava na calçada como raio de sol.

O carinho de mãos dadas com a alegria,

Meu Deus!

Como era bom estar na sua companhia.

É assim que eu me lembro...

O retrato duma menina de olhos verdes.

A menina que bastava dizer uma palavra,

Esboçar o mais simples gesto,

Suficientemente forte e capaz de mudar

Aquelas pessoas,perdidas nos sentimentos mais sombrios.

Nada parecia complicado ou condenado.

A tristeza sem lugar no seu espaço.

Uma menina óptima de conhecer,

Uma menina que eu adorei conhecer!

16.8.08

Vício

Não controlas a tua compulsão,

Para ti gastar é uma paixão,

Tu não resistes,é difícil dizer não,

Olham para ti,chamam por ti,

Por momentos mostras indiferença,

Por momentos simulas a ausência,

Mas em segundos a tal sensação!
Avanças e não te cansas,

Prazer puro no inicio...

No fim apenas mais um vicio!

Divertimento por horas,

A despesa fica para os teus pais,

Só que tu não és filha de Cascais!

Andas de estórias em estórias,

Para os de fora são irrisórias

Mas em casa são sempre verdadeiras.

Para ti não há barreiras,

É surpreendente como és tão inconsciente!

Um dia...um dia crescerás e terás isso na mente!

15.8.08

Adiando o futuro

Andavas na tua simples forma de ser,

Por aí andavas sem saber o que fazer.

Nunca foi preocupação para onde ias,

O que serias ou então o que farias!

O mundo era teu e o amanhã...

Primeiro hoje,depois vinha o ontem.

A viagem para o amanhã sempre adiada.

Com todo o empenho agarravas o nada

Deixando fugir por entre os dedos tudo.

Tu eras alguém que deixou de ser alguém!

Para sempre querer o lugar vazio

Nunca preenchido,nunca para hoje.

Até que um dia...a vida te ensinou a motivação!

13.8.08

O silêncio diz tudo

Não digas nada!Deixa o silêncio falar por ti!

Nada fará mais sentido que o silêncio.

Para mim é o que significas,silêncio.

Por todo o tempo perdido a gastar palavras,

De saudade,de amizade,dá-me silêncio!

Desde aquele dia...sim!ainda lembro aquele dia.

Aquele dia fez-me viver momentos de alegria,

Fez-me acreditar!

Ainda lembro a frase dita por ti naquele dia,

"Espero que nunca te esqueças de mim."

Essa esperança ficou gravada na mente

E durante este tempo todo não me esqueci.

Mas desde esse dia senti ausência,silêncio.

Nada fizeste para ficar presente e eu...

O medo de não cumprir o pedido...

Sim,o pedido!

Aquelas palavras eram para mim um pedido,

Não apenas uma esperança.

E foi o medo de não estar à altura,

O medo fez de mim uma pessoa diferente.

Fez de mim alguém que contemplava o passado

E reagia como se soubesse o futuro.

E num instante mais rápido que um pensamento,

Percebi afinal que nada,nada daquilo era real!

Que o pedido,uma esperança gravada na memória do tempo,

Era o que sempre foi,a visão de alguém com medo.

A tua visão!

Nada era verdadeiro,nada!Nunca foi...

Eu fui,sempre fui o alimento do teu ego.

Agora de ti a única coisa que preciso é o silêncio!