Muito tempo no silêncio!
Escondido de algo que
Não sei bem o que é...
Num silêncio que...
Torna amargos os calados e...
Indiferentes os ausentes!
Rasgo a monotonia,
Dou um novo brilho,
Um sinal da minha presença,
Um sopro de vitalidade,
E demonstro a minha criatividade,
Mostro que a indiferença não habita no meu ser!
Uma paz?!
Um descanço?!
Não!
Talvez um embaraço,
Talvez medo do crescer de sentimentos,
Ou até de pensamentos.
Sim!
Eis a razão de tudo o que não faço,
Do que não pergunto,
Da falta do meu contacto!
É o motivo da minha ausência.
Nem mesmo sei se é importante,
Se eu sou importante!
Se estou bem no meu canto,
No meu silêncio calado.
Ou então devo aparecer!
Mas no entanto eu surjo e pergunto:
Então como estás?!
Papel de embrulho
Há 16 anos

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