18.5.07

Aparências...

Aparências...são tudo ilusões!
As palavras não sentidas,
As alegrias não vividas.
Tudo um mar de desilusões,
Um manto que esconde
A escuridão nos corações!

É uma história contada
Por entre palavras perdidas.
É uma vivência inventada
E sensações que nunca foram sentidas!

É um momento instantâneo,
São vivências perdidas.
Nunca tantas lembranças
Foram falsas esperanças.
Apenas prazer momentâneo!

Ele tenta aguentar e ir em frente
Mas é forte,é duro!
Bate pesadamente no seu crânio.
De repente,
Sente um sentimento obscuro,
Algo que nunca sentiu antes
E cai em desânimo!

A noite sombria caíu
Invadiu...a sua consciência vazia
E a felicidade partiu.
Amargo e azedo se torna.
Por momentos perde sua alma,
Fica pesada como bigorna!

Ele tenta desligar-se do mundo,
Fugir da sua eterna calma,
Tenta entrar num sono profundo.
No entanto...tudo é em vão!
Ela é Dalila
Ele é Sansão.

Como estás?!

Muito tempo no silêncio!
Escondido de algo que
Não sei bem o que é...

Num silêncio que...
Torna amargos os calados e...
Indiferentes os ausentes!

Rasgo a monotonia,
Dou um novo brilho,
Um sinal da minha presença,
Um sopro de vitalidade,
E demonstro a minha criatividade,
Mostro que a indiferença não habita no meu ser!

Uma paz?!
Um descanço?!
Não!
Talvez um embaraço,
Talvez medo do crescer de sentimentos,
Ou até de pensamentos.
Sim!
Eis a razão de tudo o que não faço,
Do que não pergunto,
Da falta do meu contacto!
É o motivo da minha ausência.

Nem mesmo sei se é importante,
Se eu sou importante!
Se estou bem no meu canto,
No meu silêncio calado.
Ou então devo aparecer!
Mas no entanto eu surjo e pergunto:
Então como estás?!

10.5.07

Sou

Sou como sou
Sou diferente de ti.

Sou tudo e ao mesmo tempo sou nada.
Sou de água e em água me lavo.
Sou fonte de inspiração mas rio seco de emoção.
Sou pó.
Sou vida.
Sou sol.
Sou noite.
Sou mais um!
Sou?!
Ou não sou?!
Sou errante.
Sou inconstante.
Sou inseguro e no momento certo sou duro!
Sou irreverente.
Sou consciente.
Sou o meu topo e do meu topo te vejo.
Sou o meu melhor e também o meu pior.
Sou bestial.
Sou uma besta!
Sou incompreendido.
Sou muito mais palavras e nenhuma palavra me define!
Sou universal
Sou uma pedra filosofal!
Sou a tua comparação não sou a tua salvação.
Mas sou a discórdia em toda a minha glória!

Sou simlpes e absolutamente um idiota...
Tal como tu és!

Vício

Não controlas a tua compulsão!
Para ti gastar é paixão!
Tu não resistes,é difícil dizer não
Olham para ti,chamam por ti
Por momentos mostras indiferença
Por momentos simulas a ausência
E em segundos a tal sensação!
Avanças e não te cansas
Prazer puro no início
No fim apenas mais um vício.
Divertimento por horas
A despesa fica para os teus pais
Só que não és filho de Cascais!
Andas de histórias em histórias
Para os de fora são irrisórias
Em casa são verdadeiras.
Tu enganas em nome do prazer
Para ti não há barreiras
É surpreendente como és inconsciente!
Um dia crescerás e terás isso presente.

Escuridão

Escuridão fria e calma
Não da noite mas sim da solidão
Atormenta nossos dias
E sepulta a vida que há em nós!

Ergue um incrível e assustador desejo...
E lança-nos num mar de dúvidas...
Numa angustiada razão de nada sentir
A não ser o vazio do nada...

Escuridão cega,cega nossos sentidos
Absorve nossa chama
E alimenta nossos medos.
Desperta a inquieta e medonha insegurança!

A falta de amparo fere-nos!
Pedimos por vezes uma muleta
Mas o que nos dão?
Mais solidão!
Pensamos que estamos sozinhos neste mundo...
Que temos apenas a companhia do silêncio!
Mas por vezes temos amigos...

Um simples momento de profunda inspiração!